Banco Privado Atlântico e Banco Millennium Angola acordam fusão
O Banco Privado Atlântico e do Banco Millennium Angola acordaram a sua fusão, criando o futuro Banco Millennium Atlântico.
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O Banco Privado Atlântico e do Banco Millennium Angola acordaram a sua fusão, criando o futuro Banco Millennium Atlântico, uma instituição com uma quota de mercado de cerca de 10% e a segunda instituição privada no crédito à economia.

Num momento estratégico para a economia de Angola e para o seu mercado financeiro, os accionistas do Banco ATLANTICO e do Banco Millennium Angola decidiram reforçar o seu compromisso com o País, elevando a um novo patamar a parceria estratégica já existente. Foi acordada a fusão do Banco Privado Atlântico e do Banco Millennium Angola, que juntam forças no futuro Banco Millennium Atlântico, revela uma nota enviada a OPAÍS. Este Acordo cria uma nova Instituição que agrega os actuais accionistas dos dois bancos e abre o capital ao público em geral, através de um IPO de 33% do capital. Esta decisão de colocação de capital em Bolsa revela uma interpretação adequada dos dois bancos do espírito e da dinâmica que têm marcado os recentes desenvolvimentos no Mercado de Capitais em Angola, prossegue a nota.

O Millennium Atlântico terá um dos maiores níveis de Fundos Próprios do sistema financeiro angolano, o que permitirá reforçar a capacidade de financiamento às famílias, às empresas e aos projectos estruturantes, que contribuem para o fomento da sustentabilidade da economia angolana. O Millennium Atlântico posiciona-se como o líder no Programa Angola Investe, com uma quota de 30%, e é o segundo maior banco privado em Angola no volume de crédito às famílias e às empresas.

Com mais de dois mil colaboradores, centena e meia de sucursais em todo o País e mais de meio milhão de clientes, a nova Instituição cria sinergias e ganhos de escala, que permite disponibilizar uma oferta ainda mais direcionada para os desafios e necessidades das famílias, onde se inclui o forte compromisso no crescimento da inclusão bancária, através da sua rede nacional e através de soluções tecnológicas de banca digital. A nova escala de intervenção visa também criar novas soluções para as pequenas e médias empresas a operar em Angola, que são a base de geração de emprego, à semelhança do que acontece em todos os países que estão em processo de diversificação e sustentabilidade económica.

No Acordo ora anunciado, destaca-se a decisão estratégica do BCP (entidade internacional regulada pelo Banco Central Europeu) em juntar forças, numa visão de futuro, para um crescimento sinérgico. É um sinal de confiança e de compromisso de um banco europeu na economia Angolana, assente na convicção de que o valor gerado para os accionistas e para os clientes do futuro Banco Millennium Atlântico será bastante superior à soma das duas Instituições, isoladamente.

Sobre o ATLANTICO e o BMA

O ATLANTICO é o 5.º maior banco em Angola em termos de crédito e de depósitos, com quotas de mercado de 7% e de 6%, respectivamente. O activo do ATLANTICO atingiu Kz 449 mil milhões em 30 de Junho de 2015, com crédito sobre clientes de Kz 241 mil milhões e depósitos de Kz 353 mil milhões. Desde a sua fundação, em 2006, o ATLANTICO registou um forte crescimento orgânico, sendo hoje uma das principais referências no mercado angolano em banca de investimento e nos segmentos corporate e private banking.

O BMA é o 6.º maior banco do sistema bancário angolano em crédito e o 8.º maior em depósitos, com quotas de mercado de 4% e de 3%, respectivamente, tendo atingido ativos totais de Kz 287 mil milhões, crédito sobre clientes de Kz 129 mil milhões e depósitos de clientes de Kz 204 mil milhões no final de Junho de 2015. O BMA posiciona-se no mercado angolano como um banco universal, oferecendo uma gama completa de serviços financeiros nas áreas de particulares e de empresas, com uma gama de produtos e serviços diversificada e inovadora, e estando presente em todas as províncias de Angola.



​ Fonte: O País (AO)